Quando o assunto é tratamento contra a dependência química, quase sempre nos deparamos com dois termos muito utilizados pelas instituições e profissionais desse setor: recuperação e reabilitação. A princípio, ambos parecem ser sinônimos, porém, na prática, seus conceitos e suas aplicações são um pouco diferentes do que imaginamos.

Como especialistas no tema, hoje resolvemos preparar um post exclusivo para explicar um pouco melhor sobre essas duas terminologias — recuperação e reabilitação — no contexto de uma pessoa em estágio de dependência química, ajudando você a compreender como esses conceitos se aplicam.

Vamos lá?

Recuperação e reabilitação de dependentes químicos são as mesmas coisas?

Podemos dizer que, na prática, ambos os termos são objetivos buscados por quem está na luta contra as drogas. No entanto, tecnicamente falando, o conceito de reabilitação na área da saúde é definido como um processo de consolidação de ações e princípios terapêuticos, não caracterizando área de exclusividade profissional.

Ou seja, trata-se de uma proposta mais ampla, multiprofissional, que visa principalmente promover a recuperação e o bem-estar biopsicossocial do paciente. Logo, quem atua nesse ramo precisa ter responsabilidade e autonomia técnica em sua área, seguindo os preceitos legais de seu exercício.

Em outras palavras, a reabilitação refere-se a um processo amplo, que pode agregar diferentes frentes da área da saúde, como medicina, enfermagem, psicologia, educação física, entre outras, com o propósito de tratar um determinado problema. Já a recuperação é o objetivo final dessa jornada.

O que é reabilitação no contexto da dependência química?

Focando nos tratamentos da dependência química, as clínicas de reabilitação trabalham justamente a lógica multiprofissional em suas rotinas, a fim de possibilitar que o internado passe por diferentes etapas até conquistar a sua recuperação social, mental e da saúde.

Por isso, essas clínicas contam com diferentes frentes de profissionais, terapias e atividades ao longo de um tratamento, contemplando, dessa forma, um processo mais completo e eficiente para garantir a reinserção do indivíduo na sociedade.

Entre os exemplos que podemos citar dentro desse processo de reabilitação em uma clínica para dependentes químicos, destacam-se as seguintes frentes:

  • médicos;
  • psicólogos;
  • enfermeiros;
  • terapeutas;
  • voluntários;
  • religiosos;
  • educadores.

Qual a importância de recorrer a uma clínica de reabilitação especializada?

Em primeiro lugar, uma instituição que se propõe a promover a recuperação e reabilitação de indivíduos em estado de dependência química precisa estar devidamente habilitada ao funcionamento legal no Brasil. Isso significa ter alvará e licenças específicas junto aos órgãos fiscalizadores.

Depois, é fundamental que o corpo profissional seja composto por pessoas comprometidas e que os processos de recuperação sejam orientados e executados por equipe multidisciplinar. O trabalho deve ser conjunto.

A infraestrutura, a experiência, a proposta e o compromisso da instituição são fatores indispensáveis para a conquista de excelentes resultados nessa difícil luta contra as drogas.

Entendeu a diferença entre recuperação e reabilitação? Como vimos, trata-se de terminologias importantes no campo da dependência química. No fim, os objetivos desses termos serão sempre os mesmos: o de salvar vidas daqueles que se encontram em uma situação difícil devido ao uso de drogas.

Ficou com alguma dúvida ou quer deixar uma sugestão? Sinta-se à vontade para comentar abaixo e compartilhar conosco suas opiniões!

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