Para o tratamento de dependência química ter resultados positivos, é fundamental a atuação de profissionais preparados para diagnosticar as condições físicas e mentais do usuário. Por isso, a consulta com psiquiatra é de extrema importância, por mais que muitas pessoas não tenham clareza disso.

Esse profissional tem um papel norteador na recuperação do usuário, pois o vício não vem sozinho. É comum que distúrbios mentais acompanhem quem abusa de drogas, e a psiquiatria ajuda a identificar problemas e a lidar da melhor forma possível com eles.

Neste post você vai conferir como o psiquiatra atua na recuperação de dependentes químicos, além de saber como e quando procurar a ajuda psiquiátrica para enfrentar o problema. Acompanhe!

Qual a área de atuação do psiquiatra na recuperação de usuários de drogas?

Para responder a essa pergunta, é importante contextualizar! A atuação da psiquiatria e a importância da consulta com psiquiatra no tratamento de dependentes químicos está conectada com o que, de fato, é a dependência. 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define a dependência química como uma doença crônica caracterizada por transtornos mentais. Além disso, é uma doença considerada como progressiva.

A psiquiatria é uma especialidade que lida com a saúde mental dos pacientes, sendo uma área de atuação que identifica e trata doenças e distúrbios que alteram o comportamento e os hábitos que prejudicam o usuário de drogas. 

Ao lado de psicólogos, terapeutas, assistentes sociais, enfermeiros e outras especialidades, os psiquiatras atuam em sinergia para que a recuperação do dependente químico seja completa.

Quais os problemas identificados pelo psiquiatra em usuários de drogas?

Geralmente, o profissional identifica distúrbios e transtornos relacionados ao humor, ansiedade, personalidade, depressão e bipolaridade, os quais ocasionam e potencializam o uso de substâncias químicas e entorpecentes.

Como as drogas alteram as condições mentais, físicas e comportamentais do usuário, é comum que sintomas e doenças como essas sejam diagnosticadas e tratadas para que o paciente pare com o consumo e nunca mais retorne.

Porque a consulta com o psiquiatra é um tabu?

Existe um preconceito social com a consulta com psiquiatra. Isso acontece porque, infelizmente, as doenças relacionadas com a mente são vistas como problemas de pessoas “loucas” e desencaixadas do meio social reconhecido como normal.

A verdade é que a própria sociedade não assume a importância de cuidar da saúde mental como ela merece. Assim como os cuidados com o corpo, a mente precisa ser observada, da mesma forma como os desencadeamentos que ela pode ocasionar.

O tabu é tão presente que muitas pessoas preferem esconder da família e de amigos próximos os problemas que atormentam seus pensamentos e fazem com que elas tenham atitudes que não são saudáveis, sendo prejudiciais para o seu desenvolvimento e comportamento.

Não é à toa que casos dos mais variados distúrbios vêm crescendo. No meio profissional, doenças físicas, que antes eram a preocupação de empresas, ficaram para trás quando o assunto é afastamento no trabalho: hoje, elas dão espaço para doenças como depressão e síndrome de burnout.

Sem saber como lidar com a saúde mental, é comum que as pessoas que sofrem com isso se sintam sozinhas e procurem se isolar do meio social. E aqui mora um grande perigo: a “companhia” da droga ganha destaque e é a desculpa perfeita para o consumo, mesmo que de forma inconsciente.

Qual a importância do psiquiatra para combater o vício das drogas?

O protocolo das clínicas de recuperação de dependentes químicos costuma contar com a avaliação de um médico psiquiatra logo no início do tratamento. Em parceria com outros especialistas, o profissional auxilia a identificar se, além da dependência química, o paciente apresenta doenças ou transtornos mentais.

A identificação desses problemas é fundamental para que o tratamento seja feito de forma completa, e, paralelamente, com todas as outras atividades que envolvem a recuperação do usuário.

Uma mente equilibrada e em condições saudáveis contribui, de forma mais eficaz, para interromper o vício, evitar mudanças de comportamento e para que o dependente químico não tenha recaídas.

Ainda, os meios para tratar as doenças mentais contam com medicamentos controlados e, em muitos casos, com a necessária internação do paciente.

Medicamentos

Antidepressivos e ansiolíticos são medicamentos que ajudam na recuperação de quem apresenta transtornos e doenças mentais. Isso porque os distúrbios são resultados de mudanças químicas no cérebro, e para combatê-las, é preciso recorrer à indicação médica. Vale reforçar que as doses e os tipos de remédios precisam ser receitados por psiquiatras capazes de acompanhar a recuperação do usuário.

Internação

Em casos nos quais a internação do paciente é necessária, é a avaliação do médico psiquiatra que concede o aval para que ela aconteça. Essa premissa protege os pacientes de situações consideradas desnecessárias ou ilegais e, no caso de internações involuntárias, ela ganha força e é decisória para que o usuário seja internado ou não.

Quando o psiquiatra deve ser procurado?

A busca por ajuda sempre é bem-vinda quando é necessário encarar o problema das drogas. A psiquiatria é uma especialidade médica que colabora diretamente com a recuperação dos usuários, já que geralmente o vício é desencadeado ou vem a desencadear doenças e transtornos mentais.

Ao perceber modificações no comportamento, hábitos estranhos, falta de linearidade na fala, mudanças de humor e confusões mentais, a consulta com um psiquiatra é essencial. O profissional avalia os sintomas, analisa como o paciente se comporta, diagnostica as condições mentais e indica o que deve ser feito.

Como convencer alguém a procurar ajuda psiquiátrica?

Vale ressaltar que convencer alguém a procurar ajuda de um psiquiatra não é fácil, ainda mais se o paciente estiver usando drogas com frequência. Qualquer tipo de ajuda para quem está com problemas como esse pode não ser bem interpretada, o que ocasiona repulsa e afastamento.

Por isso, manter o diálogo, ter paciência e evitar julgamentos é importante para conduzir o usuário. Além disso, buscar orientações em clínicas especializadas em recuperação de dependentes químicos para saber como agir e como convencer o paciente também é uma estratégia importante.

Não se esqueça de que este processo não é fácil para nenhum dos envolvidos. Quem está disposto a ajudar o usuário também precisa saber qual a melhor forma de lidar com a situação.

Desmistificar a consulta com psiquiatra também é uma das etapas do processo para a recuperação de dependentes químicos. Porém, existem outras fases que precisam de atenção.

Para saber mais sobre o assunto, continue a leitura em nosso post sobre como ocorre a reabilitação dos usuários!

 

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