A comunidade terapêutica é um centro de reabilitação para dependentes químicos que se baseia em princípios comunitários para sua subsistência. Nelas, os próprios colaboradores se ajudam de diferentes formas para conseguir recursos e se livrar das drogas ou de quaisquer substâncias que causaram a dependência.

Vale ressaltar que essas comunidades são livres e, muitas vezes, não apresentam profissionais da área da saúde — pelo menos não de maneira formal. Portanto, dificilmente cobram alguma mensalidade ou valores para seu ingresso.

Elas são um espaço físico simples, onde os próprios integrantes atuam de forma organizada para manter-se funcionando. Em muitos casos, os princípios são pautados no trabalho, na caridade e na espiritualidade, que costumam ser algumas das diretrizes mais comuns dessas organizações.

No post de hoje, falaremos mais sobre esses locais e como eles funcionam. Ficou interessado no assunto? Continue sua leitura até o final!

Qual a importância da comunidade terapêutica?

Apesar de não ser uma instituição da área da saúde, as comunidades apresentam enorme valor social e para os dependentes químicos que não aderiram a nenhum protocolo de recuperação (seja por qual for o motivo) e que não apresentam recursos financeiros para iniciar um tratamento.

Na maior parte dos casos, uma clínica ou centro de reabilitação convencional cria uma espécie de intimidação e até mesmo desespero por parte de quem precisa do tratamento. Os pacientes relatam que se sentem estigmatizados e que perderam o controle da própria vida.

Em uma comunidade terapêutica, a abordagem é completamente livre, dependendo totalmente da vontade e interesse do indivíduo, que escolhe mudar seu caminho de vida em alguns preceitos e diretrizes que a comunidade toma para si.

Vale mencionar que isso não significa que não existem regras ou que o dependente pode fazer o que quer: em muito dos casos, essas comunidades apresentam grande rigidez e só aceitam pessoas completamente compromissadas.

Erros são tolerados, mas há sempre um apoio coletivo e social para que o dependente mude de vida, e continue encorajado a encontrar novas maneiras de conseguir sair do contexto que o levou até lá.

Por ser um tipo de instituição completamente diferente do habitual e sem grandes restrições e burocracias, as comunidades terapêuticas são de enorme importância para quem precisa de auxílio, mas não se enquadra ou não pode pagar por um tratamento especializado.

Como uma comunidade terapêutica costuma funcionar?

As diferenças são grandes e dependem quase que exclusivamente do local e das pessoas que a organizaram. Entretanto, geralmente, essas comunidades são abertas com base na caridade e no trabalho.

Em muitos locais, os integrantes efetuam serviços baseando-se na troca de algum objeto ou em valores financeiros para que consigam manter a organização funcionando de maneira livre e deliberada. Isso faz com que o dependente continue reinserido na sociedade e não se sinta completamente afastado da vida normal.

Apesar disso, vale mencionar que normalmente existem sérias regras de conduta para que o indivíduo continue permanecendo no local. Há, na maioria dos casos, hierarquia e uma série de requisitos que são implantados e regidos pela própria comunidade.

Em vários locais, parte desses requisitos e do regimento interno baseiam-se em religiões e espiritualidade, que apesar de não parecer, são fortes pilares para a recuperação de uma pessoa que apresenta alguma fé ou religiosidade.

Um dos maiores exemplos que temos são os grupos Alcoólicos Anônimos e Narcóticos Anônimos, que são grupos de ajuda mútua que apresentam bem esse tipo de estrutura e que são bem-sucedidos ao redor do mundo.

A comunidade terapêutica funciona para todos os casos?

Sabendo dos resultados e até mesmo da maneira que essas organizações funcionam, uma dúvida muito comum é se elas realmente são funcionais para todos os casos e se qualquer pessoa pode ficar livre da dependência química por meio dos seus métodos.

A verdade é que nem sempre é possível. Cada caso varia de acordo com complexidade, uma vez que podem existir sérios problemas emocionais e psicológicos relacionados ao vício, seja de qual for a substância.

Dito isso, é importante entender que as comunidades terapêuticas servem como um auxílio e podem vir a funcionar, mas desde que o paciente tenha certo controle da sua vida e das suas ações no cotidiano.

Casos mais extremos normalmente devem ser tratados com rigor médico, com protocolos testados e já estabelecidos pela comunidade científica. Esse é o caso principalmente dos dependentes de drogas sintéticas.

A ajuda e a especialidade profissional aumentam consideravelmente as chances de sucesso por conta das técnicas empregadas e pelos protocolos de utilização reduzida de substâncias químicas semelhantes ao entorpecente utilizado pelo dependente.

Qual a importância da ajuda profissional?

A ajuda profissional é importante justamente para assegurar os sintomas de abstinência e demais problemas de saúde que o paciente pode vir a ter durante sua recuperação. Além disso, boas clínicas contam com suporte de um psicólogo e outros profissionais que facilitam a evolução do quadro.

Em muitas situações, os pacientes carregam traumas psicológicos que afetam sua qualidade de vida e sua capacidade decisória. Quando essas feridas emocionais não são devidamente “tratadas”, a chance de recaída é alta, assim como a dificuldade para um futuro tratamento.

Além disso, médicos e psiquiatras conseguem de forma mais específica criar um tratamento adequado e voltado para as necessidades de cada dependente. Isso por si só já aumenta as chances de recuperação, tendo em vista a observação individual de cada caso clínico.

Outro fator que tende a aumentar o sucesso é a maneira com a qual o tratamento é iniciado e mantido. Todas as restrições auxiliam o paciente a ficar livre do que levou ao vício e ao acesso às drogas de sua utilização.

O contato reduzido com a família, amigos e círculo social também auxilia na reorganização e reestruturação do dependente que pode sofrer com preconceitos e dificuldades de relacionamento que são determinantes para seu sucesso.

Por isso, nos casos em que há possibilidade de ingresso em um ambiente especializado deve ser priorizado em função de uma comunidade terapêutica. Isso porque nessas instituições a segurança é muito maior, assim como o bem-estar da pessoa que realmente precisa de ajuda.

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Entenda o que é a comunidade terapêutica

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