Você imagina os efeitos que o uso de cocaína ocasiona no organismo? E consegue ter clareza de como a cafeína pode influenciar o seu corpo? A realidade é que qualquer tipo de droga ou medicamento que estimula o funcionamento das atividades mentais, físicas e cognitivas merece atenção. Por isso, saber como agem as drogas estimulantes é um assunto pertinente.

Veja neste post o que são as substâncias estimulantes, alguns exemplos e como elas atuam no corpo de quem as consome!

O que são os estimulantes?

Para contextualizar como agem as drogas estimulantes, é importante destacar que as drogas são divididas por categorias: existem as depressoras, as perturbadores e as estimulantes. Vale ressaltar que é possível entender como droga qualquer substância, seja ela natural ou sintética, capaz de alterar o funcionamento do organismo, principalmente por agirem no cérebro.

Aqui, o foco são as drogas e medicamentos estimulantes. O nome da classificação das substâncias já entrega um dos seus principais efeitos: elas agem no cérebro estimulando algumas áreas e hormônios que deixam o usuário em estado de alerta, sem apetite e sono. Quem faz o uso delas se sente com mais energia e algumas ocasionam um estado de euforia, poder e excitação.

Os estimulantes também são chamados de substâncias psicotrópicas. No corpo, elas desordenam alguns neurotransmissores, o que ocasiona o aumento da atividade cerebral, da percepção e potencializam os sentidos. Cocaína, cafeína e anfetaminas são alguns exemplos.

Opiáceos

Você já deve ter ouvido falar no ópio, certo? É a substância extraída de uma planta, a papoula (Papaver somniferum), a qual tem a ação analgésica como um dos principais efeitos. Os opiáceos são feitos com o extrato do ópio, e além de inibirem a dor, provocam uma alta sensação de bem-estar. Quando é utilizada com frequência ou em altas doses, tem grande potencial para causar dependência química e física.

O uso dos opiáceos tem dois propósitos e são encontrados em substâncias diferentes: a medicina utiliza para tratar dores crônicas, como a aplicação de morfina em pacientes que sofrem de dores fortes, e também é consumida por usuários de drogas para fins “recreativos”, como a heroína.

O uso do ópio é feito desde os primórdios das civilizações pelos romanos, gregos e egípcios. Existem registros que apontam o surgimento do ópio no oeste da Ásia, no local onde era a região da antiga Mesopotâmia. A substância foi identificada até mesmo em túmulos egípcios no século XV a.C. Atualmente, o uso de medicamentos derivados do ópio são regulados pela medicina, e as drogas chamadas de “recreativas” têm seu consumo proibido e ilegal.

Quais são os estimulantes mais conhecidos?

Legais ou não, as substâncias estimulantes estão presentes em muitos compostos. Quando utilizadas em grande concentração e alta potência, podem viciar e ocasionar mudanças e até danos no cérebro e no comportamento de quem as consome.

É importante ressaltar que a concentração das substâncias estimulantes varia. Uma xícara de café contém estimulantes oriundos da cafeína, assim como a cocaína, extraída da folha da coca. Veja abaixo alguns exemplos e como elas agem no corpo.

Cafeína

A cafeína é reconhecida como um alcaloide. Naturalmente encontrados em plantas, os alcaloides fazem parte dos processos metabólicos, existindo ainda estudos que evidenciam funções como proteger a planta de insetos. Já no corpo humano, eles atuam como estimulantes do sistema nervoso central.

No caso da cafeína, é interessante situar que diversas plantas possuem a substância na sua composição. Além do conhecido café, é possível citar: erva-mate, chás, guaraná, coca e cacau.

Para que os efeitos da cafeína sejam satisfatórios para quem busca ficar mais atento, é fundamental acertar a dose. Você já ouviu falar no efeito “caffeine crash”? É uma suposta ressaca pelo uso excessivo de cafeína, que ocasiona efeitos contrários, como exaustão, cansaço e sonolência.

Biologicamente falando, enquanto a cafeína age no cérebro, ela “toma o lugar” da adenosina, um composto fundamental para que o sono seja induzido e que é ativado quando está conectado com neuroreceptores. Após processar a cafeína consumida, a adenosina (que foi se acumulando no cérebro) retoma os neuroreceptores com intensidade e ocasiona a sensação de rebote da cafeína, deixando o indivíduo sonolento, com irritabilidade e cansaço.

Como ponto de atenção, é importante frisar que a cafeína em excesso pode levar a arritmias cardíacas, mal-estar e até problemas mais graves.

Cocaína

A droga “recreativa” é uma das mais consumidas no mundo. Extraída da folha da coca, é uma substância estimulante, que ocasiona euforia e sensação de poder e inibe a fome e o sono.

Quem consome cocaína sente logo nos primeiros momentos após o uso as sensações citadas acima, as quais percebe como prazerosas. Ao passar o efeito da droga, o usuário tem as sensações contrárias, e é invadido por quadros depressivos. Isso faz com que, frequentemente, o indivíduo busque outra dose e se torne dependente químico. Esse é um dos motivos que fazem a droga ser altamente viciante.

No cérebro, a cocaína interfere na atuação da dopamina — conhecida como neurotransmissor do prazer. Ela impede que a dopamina seja absorvida pelas células e, assim, a substância fica circulando no cérebro com mais intensidade, o que ocasiona a sensação de prazer.

E isso não é nada positivo: o acúmulo de dopamina pode desdobrar em problemas graves no sistema nervoso, ocasionar derrame cerebral e convulsões, além de taquicardia e enfarto.

Anfetamina

Além dos estimulantes extraídos de fontes naturais, como a cafeína e a cocaína, existem também as substâncias sintéticas, desenvolvidas em laboratórios, como a anfetamina.

A história conta que a anfetamina foi utilizada com grande intensidade na Segunda Guerra Mundial com o objetivo de fazer com que soldados ficassem em estado de alerta, se sentissem mais confiantes e com menos fome e fadiga.

Assim como a cocaína, a anfetamina interfere na produção de hormônios importantes, como dopamina e noradrenalina, estimulando a atividade cerebral.

Já nos dias atuais, a substância é usada pela medicina para tratar problemas de déficit de atenção e narcolepsia. Porém, é reconhecida facilmente em remédio para emagrecer, pois tem efeitos comprovados quando o assunto é inibir o apetite. Da mesma forma, ela pode ocasionar depressão e irritabilidade quando os efeitos passam, o que aumenta as chances do indivíduo querer novamente consumi-la.

O uso de qualquer estimulante pode apresentar riscos, principalmente, quando o usuário não tem indicação e acompanhamento médico. É evidente que comparar o consumo de cafeína com o da cocaína é discrepante. A cocaína tem efeitos intensos, devastadores e altamente viciantes, enquanto a cafeína apresenta efeitos mais amenos. Mas ambos precisam de atenção e, muitas vezes, de uma clínica de recuperação para conseguirem sair do vício.

Agora que você sabe como agem as drogas estimulantes e o quanto elas são perigosas quando relacionadas à dependência, siga a leitura em nossos blog e saiba mais sobre os tratamentos para dependentes químicos!

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